
O Reflexo da Desordem: Um Insight sobre Organização Pessoal
14 de Setembro, 2022
Como entender nosso processo de vida e os acontecimentos ao nosso redor.
14 de Setembro, 2022Em um universo imenso e misterioso, sempre surge a pergunta que por vezes me inquieta: qual é a verdade mais profunda da existência?
Na perspectiva de Freud, o inconsciente é o grande regente da vida psíquica. Ele é o reservatório dos impulsos, dos desejos reprimidos, das memórias que foram recalcadas ao longo do nosso desenvolvimento. E talvez, a verdade mais profunda da existência se revele justamente nessa dualidade: o conflito incessante entre o que sabemos de nós mesmos e aquilo que ainda não sabemos ou não entendemos em sua totalidade. A existência, nesse sentido, torna-se uma jornada de autodescoberta, um processo contínuo de tornar consciente o que estava oculto, de dar linguagem ao que é sem forma.
Expandindo a visão freudiana.
Carl Jung, expandindo a visão freudiana, introduz o conceito do inconsciente coletivo, uma camada mais profunda da psique, compartilhada por toda a humanidade. Nela, residem as estruturas primordiais que moldam nossa forma de perceber e experimentar o mundo.
Com base em uma pesquisa realizada por mim no Google, encontrei uma matéria escrita por Viktor Emil Frankl na qual ele aprofunda seus pensamentos sobre sua Logoterapia e afirma que: a verdade da existência está ligada à busca por sentido. Frankl, ao estudar sobreviventes de situações extremas, percebeu que o ser humano pode suportar quase qualquer sofrimento desde que encontre um propósito, um sentido para viver. Esse sentido, muitas vezes, surge em meio ao sofrimento, na maneira como escolhemos responder à dor inevitável da vida. Não é o sofrimento que nos define, mas a resposta que damos a ele. Aqui, a verdade mais profunda da existência é que o ser humano não vive apenas em busca de prazer ou poder, mas de significado.
Pesquisa realizada na Wikipédia sobre Logoterapia: Logoterapia e Análise Existencial é uma abordagem psicoterapêutica reconhecida internacionalmente, baseia-se na premissa de que a principal força motivacional de um indivíduo é encontrar um sentido para vida. Também é considerada como a terceira escola vienense de psicoterapia - ao lado da Psicanálise de Freud e da Psicologia Individual de Adler. Essa abordagem foi fundada pelo médico austríaco Viktor Frankl e amplamente divulgada depois que seu fundador sobreviveu a quatro campos de concentração nazistas.

Por séculos, poetas, filósofos e cientistas tentaram desvendar o que está por trás do véu da realidade. Alguns procuram respostas nas estrelas, outros nas profundezas da alma humana, mas a verdade mais profunda é que talvez não existam respostas definitivas, apenas uma série de experiências, percepções e significados que moldam nossa jornada.
Desde os primeiros questionamentos humanos sobre a vida, a profundidade da existência tem intrigado pensadores, especialmente no campo da psicologia e da psicanálise. Se a ciência busca entender o funcionamento físico do corpo e da mente, pelo que entendi, a psicanálise vai além, mergulhando no inconsciente, naquilo que não é acessível à lógica, mas que ainda assim determina grande parte de nossas ações e desejos.
Na minha humilde opinião somos algo além, uma consciência que transcende a matéria, conectada a algo maior, que pulsa em cada ser, em cada átomo, em cada partícula de energia que compõe o nosso corpo humano.
Vivemos em ciclos — de nascimento e morte, de crescimento e declínio, de alegria e dor. Cada experiência que temos é como uma onda no oceano, que surge, se transforma, e eventualmente se dissolve de volta na imensidão. Assim, nossa busca por sentido, nossas perguntas mais urgentes, fazem parte desse movimento contínuo, onde cada resposta dá origem a novas perguntas.
O ser humano é uma criatura inquieta, sempre em busca de respostas definitivas. Mas talvez a verdade mais profunda seja que não estamos aqui para encontrar todas as respostas. Estamos aqui para sentir, para viver, para amar e para aprender a conviver com o mistério inevitável. Neste sentido, a beleza da existência reside na incerteza, na profundidade do que não podemos controlar ou compreender completamente.
A verdadeira essência da nossa existência pode estar, na aceitação daquilo que não podemos entender. O amor, a dor, a beleza, a perda — são realidades que nos transformam, nos moldam, nos impulsionam a sermos mais do que simplesmente indivíduos isolados. Somos parte de um todo, e esse todo nos ensina que a verdade não é algo a ser possuído, mas algo a ser vivido. Talvez seja isso o que nos torna humanos: nossa capacidade de abraçar o mistério.
O Ponto de vista da Psicologia e da Psicanálise.
Pesquisando sobre psicanálise entendi que o inconsciente nunca será totalmente acessível, mas é na tentativa de aproximar-se dele que construímos significado. A psicologia existencial e a logoterapia nos lembram que o sentido da vida não é dado, mas criado. E na tensão entre o eu e o outro, entre o consciente e o inconsciente, encontramos a dinâmica que impulsiona nossa existência.
Portanto, a verdade mais profunda da existência talvez não seja uma resposta definitiva, mas uma eterna busca. O que é essencial não é atingir um estado de completude, mas viver conscientemente essa jornada.
No fim, a verdade mais profunda da existência pode ser simples, mas poderosa: estamos todos conectados. Vivemos, sentimos e amamos como manifestações de uma mesma energia que atravessa o tempo e o espaço. E ao aceitarmos essa interconexão, ao nos render ao mistério, encontramos uma nova forma de viver, não mais buscando respostas definitivas, mas dançando com o desconhecido, com gratidão pelo simples fato de existir.
Concluindo:
A verdade mais profunda da existência, então, pode não estar apenas na individualidade de nossas histórias, mas na conexão com algo maior, com símbolos e narrativas que atravessam culturas, tempos e espaços. Cada vida é uma manifestação única de padrões universais, e nossa busca por significado passa por reconhecer o modo como esses padrões atuam em nossas vidas.
A constante oscilação entre saber e não saber, entre ser e vir a ser. É a aceitação da angústia como parte inerente do viver, e a coragem de encontrar, na incerteza, a possibilidade de transformação.
Thyago Fernandes.





